FOTO — Dr. Felipe em consulta1000×1250pxarquivo: /assets/img/dr-felipe-consulta.jpg
Ninguém percebe no dia em que começa.
Começa com uma ida ao banheiro no meio da noite. Depois duas. O jato, que antes era firme, passa a demorar alguns segundos para sair. Você aprende a esperar.
Aprende também a ir ao banheiro antes de sair de casa, a escolher o corredor no avião, a recusar a segunda taça no jantar. Nada disso parece doença. Parece idade. E é assim que a próstata aumentada costuma ser tratada: como um incômodo que se administra, não como uma obstrução que progride.
Os sinais, na ordem em que costumam aparecer
Jato urinário fraco ou interrompido
A força diminui aos poucos. Como é gradual, o corpo se acostuma antes de você perceber.
Levantar à noite para urinar (noctúria)
Uma vez vira duas, duas viram três. O sono deixa de ser inteiro.
Demora para começar a urinar
Você está diante do vaso, com vontade, e nos primeiros segundos não acontece nada.
Sensação de bexiga que não esvaziou
Você termina e a impressão de que sobrou alguma coisa continua. Com frequência, sobrou mesmo.
Uso contínuo de medicação para a próstata
O remédio segura o sintoma. Por baixo dele, a obstrução segue no lugar.
Episódios de retenção urinária
A vontade existe e a urina não sai. É o quadro que costuma terminar no pronto-socorro, com sonda.
Esses sinais têm causas diferentes entre si. Somente a avaliação clínica define a causa e a conduta adequada para o seu caso.
Não é exceção. É o que a próstata faz ao longo da vida.
A hiperplasia prostática benigna acompanha o envelhecimento. O que muda com a idade não é apenas a chance de ter, é a chance de ter sintoma que atrapalha.
| Faixa etária | Prevalência de HPB | Sintomas moderados a graves |
|---|---|---|
| 30 a 39 anos | cerca de 8% | menos de 5% |
| 40 a 49 anos | cerca de 20% | 10% a 15% |
| 50 a 59 anos | 40% a 50% | 20% a 25% |
| 60 a 69 anos | cerca de 60% | 30% a 40% |
| 70 a 79 anos | 70% a 80% | 40% a 50% |
| 80 anos ou mais | até 90% | 50% a 60% |
Prevalência histológica de HPB e proporção de homens com sintomas urinários moderados a graves (LUTS), por faixa etária. Estimativas epidemiológicas apresentadas pelo Dr. Felipe Figueiredo em aula sobre HPB e enucleação a laser (Hospital Pompéia, 2026); os valores variam entre estudos. Ter HPB não significa precisar de tratamento: a conduta depende do sintoma e da avaliação individual.
A próstata é o problema. Quem paga a conta é a bexiga.
A próstata aumentada aperta a uretra por fora. Para vencer esse aperto, a bexiga passa a contrair com mais força a cada micção, e faz isso várias vezes por dia, todos os dias, durante anos. No começo ela dá conta: o músculo engrossa, como qualquer músculo que trabalha demais. Depois cansa.
E, quando cansa, nem sempre volta. Esse é o ponto que quase não aparece na conversa sobre próstata: o tempo não é neutro. O que está em risco não é apenas o conforto de dormir a noite inteira. É a capacidade da bexiga de voltar a funcionar depois que a obstrução for resolvida.
Retenção urinária aguda
A bexiga simplesmente para de esvaziar. Resolve-se com sonda, no pronto-socorro, e costuma se repetir enquanto a causa não for tratada.
Infecções urinárias de repetição
Urina que fica parada é meio de cultura. As infecções voltam, e cada episódio pede um novo antibiótico.
Cálculos dentro da bexiga
O resíduo que nunca é eliminado por completo pode cristalizar e formar pedras na própria bexiga.
Perda de força da bexiga
O músculo que trabalhou demais por tempo demais pode perder a capacidade de contrair, quadro chamado de descompensação do detrusor. Essa perda pode ser definitiva, mesmo depois que a obstrução for removida.
Comprometimento dos rins
Quando a pressão sobe do trato urinário até os rins (hidronefrose), o quadro deixa de ser apenas urinário e passa a ser renal.
Nem todo homem com próstata aumentada evolui para esses quadros, e não existe forma de prever, apenas pelo sintoma, quem vai evoluir. É exatamente para isso que serve a avaliação urológica: medir o quanto a bexiga já foi exigida e decidir a partir disso, não a partir do susto.
Da medicação ao MiLEP: 130 anos de evolução, em quatro partes.
A diferença entre os tratamentos cabe em uma laranja. O adenoma que obstrui é o miolo. A cápsula da próstata é a casca. O que muda, de um tratamento para o outro, é quanto do miolo sai. É essa a imagem que o Dr. Felipe usa para explicar a escolha aos pacientes e em aula.
Os remédios paliativos.
Paliativo, aqui, é um termo técnico e não uma crítica: o medicamento não mexe na laranja. Ele relaxa a musculatura ou reduz parte do volume para que a urina passe melhor. Para muitos homens é a conduta correta, e é o primeiro passo previsto nas diretrizes. O limite aparece com o tempo: enquanto o remédio segura o sintoma, a obstrução continua no lugar e a bexiga continua trabalhando contra ela.
Medicação
Alfabloqueadores relaxam a musculatura para facilitar a passagem da urina. Inibidores da 5-alfa-redutase podem reduzir parte do volume da próstata.
Onde paraNenhum dos dois remove o adenoma. O tratamento alivia o sintoma e precisa ser mantido de forma contínua, enquanto a obstrução permanece e a bexiga segue exigida.
Abrir um caminho pelo miolo.
Aqui se abre um túnel através do adenoma, ou empurra-se o adenoma para o lado. Passa urina, mas o miolo continua na laranja. Foi assim que a cirurgia da próstata funcionou durante quase um século: a RTU, a “raspagem”, foi descrita por Stern em 1926 e segue sendo uma técnica consolidada. Todos esses procedimentos têm indicação real e resolvem bem o problema de determinados pacientes. O que muda entre eles é onde cada um para.
RTU / TURP · Stern, 1926
Remove parte do tecido obstrutivo por via endoscópica, com uma alça elétrica. Técnica consolidada há quase cem anos.
Onde paraSão quatro limites conhecidos, os mesmos que o Dr. Felipe apresenta em aula: indicação mais restrita acima de 80 g, pelo risco de absorção do líquido de irrigação; sangramento, com possibilidade de transfusão; durabilidade, porque o adenoma que ficou pode voltar a crescer e levar a uma reoperação anos depois; e trauma da uretra, que pode evoluir para estenose.
UroLift
Afasta os lobos prostáticos com implantes permanentes, sem cortar nem retirar tecido.
Onde paraNada é removido. Todo o adenoma continua na próstata, apenas deslocado para os lados. Como a causa da obstrução permanece, parte dos pacientes precisa de um novo procedimento ao longo dos anos. Indicado em próstatas de menor volume e em casos selecionados.
Rezum
Injeta vapor de água para destruir parte do tecido prostático, que o corpo reabsorve depois.
Onde paraO alívio não é imediato. O resultado leva semanas para aparecer, os sintomas podem piorar nesse intervalo e costuma ser preciso usar sonda nos primeiros dias. Ao final, parte do adenoma continua no lugar.
Tirar o miolo inteiro: a enucleação.
Curativo, aqui, tem o mesmo sentido técnico de paliativo, e também não é promessa de cura: é a diferença entre remover a causa da obstrução e contorná-la. Enuclear é separar o adenoma inteiro da cápsula e retirá-lo. Freyer fez isso pela primeira vez em 1894, com cirurgia aberta. Em 1998, Peter Gilling mostrou que dava para fazer o mesmo por dentro, pela uretra, com laser de hólmio, sem incisão: nascia o HoLEP. No fim da cirurgia, o que se vê pelo endoscópio é a casca da laranja.
O problema não era mais o tecido. Era o calibre.
Resolvida a durabilidade, restou o trauma. O instrumento entra e sai pela uretra, e a camisa perfurada, com os degraus entre as peças, raspa o canal na passagem. Dr. Felipe dá um nome a isso em suas aulas: grater effect, o efeito ralador. É uma das causas da estenose de uretra.
Na RTU não havia como diminuir o instrumento. A alça de ressecção precisa de espaço, e uma camisa de 26 Ch já trabalha com uma alça de 24 Ch: encolher a camisa significa encolher a alça, e a eficiência da cirurgia cai junto. Com o laser, a conta muda. A fibra tem 550 micrômetros, pouco mais de meio milímetro, e ocupa menos de 1% da área da camisa. Ela não impõe tamanho nenhum ao instrumento. Foi essa constatação que abriu caminho para 22 Ch e, depois, para 18,5 Ch.
Escrita em Ch, a diferença parece pequena. Ela não é.
A área de um círculo cresce com o quadrado do diâmetro. Por isso, sair de 26 Ch para 18,5 Ch não reduz 29% do instrumento que atravessa a uretra: reduz quase metade da sua área de secção. O endoscópio padrão tem praticamente o dobro da área do Ultra Slim.
Círculos em escala. Valores geométricos calculados pela escala Charrière (1 Ch = 1/3 mm de diâmetro), a partir dos calibres publicados dos instrumentos. Os instrumentos de menor calibre foram desenvolvidos com o objetivo de reduzir o trauma uretral; a área menor é uma medida do instrumento, não uma medida de resultado clínico, que depende de cada caso e é avaliado na consulta.
Os instrumentos MiLEP foram desenvolvidos com a RZ Medizintechnik e são catalogados como HoLEP Set according to Dr. Felipe Figueiredo. Além do calibre, trocaram os furos grandes da camisa por furos menores e ganharam um obturador que encaixa direto na camisa externa, em uma etapa só: menos passagens pela uretra e sem o efeito ralador. A técnica de enucleação em si é a mesma do HoLEP, e todo paciente indicado para o HoLEP também é candidato ao MiLEP.
A escolha entre as opções acima depende da avaliação de cada caso. Nenhuma delas substitui a consulta médica.
O que são o HoLEP e o MiLEP.
Como qualquer procedimento cirúrgico, envolvem riscos e possíveis complicações, discutidos individualmente na consulta. Nenhum resultado é prometido ou garantido.
HoLEP
Enucleação Endoscópica da Próstata com Laser de Hólmio: remoção completa do adenoma prostático por via endoscópica, pela uretra, sem incisão abdominal. Recomendado pelas diretrizes EAU, AUA e NICE, com nível 1 de evidência científica.
DIAGRAMA — anatomia e acesso endoscópico do HoLEPilustração técnica · /assets/img/diagrama-holep.jpg
MiLEP
Minimally Invasive Laser Enucleation of the Prostate: evolução do HoLEP descrita pelo Dr. Felipe Figueiredo em 2022, com os instrumentos Slim (22 Ch) e Ultra Slim (18,5 Ch), desenvolvidos com a RZ Medizintechnik (Alemanha), reduzindo o trauma uretral.
DIAGRAMA — instrumentos MiLEP de menor calibreilustração técnica · /assets/img/diagrama-milep.jpg
Uma técnica documentada, não apenas anunciada.
'22Publicação original do MiLEP
Figueiredo FCA, Teloken PE. Urology Video Journal 14 (2022) 100146 — DOI 10.1016/j.urolvj.2022.100146.
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RZCatálogo técnico — RZ Medizintechnik
Parceria tecnológica alemã para o sistema de instrumentos MiLEP.
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FOTO — Dr. Feliperetrato profissional, 1000×1250pxarquivo: /assets/img/dr-felipe-retrato.jpg
Dez anos dedicados à próstata aumentada.
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2003, com residência em Urologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) entre 2006 e 2009, com foco em litíase urinária e hiperplasia prostática benigna.
Graduação em Medicina
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Residência em Urologia
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), foco em litíase urinária e HPB
Programa HoLEP autofinanciado
Início de dez anos de dedicação ao desenvolvimento do programa no Brasil
Congressos de endourologia
Cerca de 10 por ano, no Brasil e no exterior, como palestrante e cirurgião convidado
MiLEP descrito
Publicação original e parceria tecnológica com a RZ Medizintechnik
Marca de 3.000 procedimentos
HoLEP e MiLEP combinados, ao longo de dez anos de programa
Como funciona a avaliação com a equipe.
Contato com a equipe → orientação documental → consulta → análise individual → discussão de alternativas → definição da conduta → acompanhamento.
Atendimento para quem vem de fora de Caxias do Sul.
A equipe organiza exames, hospital e acompanhante para que a distância não seja um obstáculo à avaliação.
Tempo médio de internação após o procedimento
Tempo médio de uso de sonda
Ponto de contato: a equipe organiza exames, hospital e acompanhante
Hospital Pompéia, Caxias do Sul/RS
Fachada
Centro cirúrgico
Quanta Systems
Consultório
Reconhecimento Quanta
Laser Quanta SystemO primeiro passo é compreender o seu caso.
Fale com a equipe pelo WhatsApp, com atendimento direto e sem formulários. Sem urgência artificial, só o próximo passo, quando fizer sentido para você.
