Dr. Felipe Figueiredo
Urologia · Desenvolvedor do MiLEP

Figueiredo

A evolução menos invasiva da cirurgia da próstata aumentada, com enucleação a laser e instrumentos de menor calibre.

Felipe Carvalho Antunes de Figueiredo · Médico · CRM 32893/RS · RQE 20566/RS

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Dr. Felipe Figueiredo analisando o instrumento MiLEP FOTO — Dr. Felipe em consulta1000×1250px
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O problema

Ninguém percebe no dia em que começa.

Começa com uma ida ao banheiro no meio da noite. Depois duas. O jato, que antes era firme, passa a demorar alguns segundos para sair. Você aprende a esperar.

Aprende também a ir ao banheiro antes de sair de casa, a escolher o corredor no avião, a recusar a segunda taça no jantar. Nada disso parece doença. Parece idade. E é assim que a próstata aumentada costuma ser tratada: como um incômodo que se administra, não como uma obstrução que progride.

Os sinais, na ordem em que costumam aparecer

01

Jato urinário fraco ou interrompido

A força diminui aos poucos. Como é gradual, o corpo se acostuma antes de você perceber.

02

Levantar à noite para urinar (noctúria)

Uma vez vira duas, duas viram três. O sono deixa de ser inteiro.

03

Demora para começar a urinar

Você está diante do vaso, com vontade, e nos primeiros segundos não acontece nada.

04

Sensação de bexiga que não esvaziou

Você termina e a impressão de que sobrou alguma coisa continua. Com frequência, sobrou mesmo.

05

Uso contínuo de medicação para a próstata

O remédio segura o sintoma. Por baixo dele, a obstrução segue no lugar.

06

Episódios de retenção urinária

A vontade existe e a urina não sai. É o quadro que costuma terminar no pronto-socorro, com sonda.

Esses sinais têm causas diferentes entre si. Somente a avaliação clínica define a causa e a conduta adequada para o seu caso.

Ver o que a
obstrução pode causar
Quão comum é

Não é exceção. É o que a próstata faz ao longo da vida.

A hiperplasia prostática benigna acompanha o envelhecimento. O que muda com a idade não é apenas a chance de ter, é a chance de ter sintoma que atrapalha.

Faixa etáriaPrevalência de HPBSintomas moderados a graves
30 a 39 anoscerca de 8%menos de 5%
40 a 49 anoscerca de 20%10% a 15%
50 a 59 anos40% a 50%20% a 25%
60 a 69 anoscerca de 60%30% a 40%
70 a 79 anos70% a 80%40% a 50%
80 anos ou maisaté 90%50% a 60%

Prevalência histológica de HPB e proporção de homens com sintomas urinários moderados a graves (LUTS), por faixa etária. Estimativas epidemiológicas apresentadas pelo Dr. Felipe Figueiredo em aula sobre HPB e enucleação a laser (Hospital Pompéia, 2026); os valores variam entre estudos. Ter HPB não significa precisar de tratamento: a conduta depende do sintoma e da avaliação individual.

O que está em jogo

A próstata é o problema. Quem paga a conta é a bexiga.

A próstata aumentada aperta a uretra por fora. Para vencer esse aperto, a bexiga passa a contrair com mais força a cada micção, e faz isso várias vezes por dia, todos os dias, durante anos. No começo ela dá conta: o músculo engrossa, como qualquer músculo que trabalha demais. Depois cansa.

E, quando cansa, nem sempre volta. Esse é o ponto que quase não aparece na conversa sobre próstata: o tempo não é neutro. O que está em risco não é apenas o conforto de dormir a noite inteira. É a capacidade da bexiga de voltar a funcionar depois que a obstrução for resolvida.

01

Retenção urinária aguda

A bexiga simplesmente para de esvaziar. Resolve-se com sonda, no pronto-socorro, e costuma se repetir enquanto a causa não for tratada.

02

Infecções urinárias de repetição

Urina que fica parada é meio de cultura. As infecções voltam, e cada episódio pede um novo antibiótico.

03

Cálculos dentro da bexiga

O resíduo que nunca é eliminado por completo pode cristalizar e formar pedras na própria bexiga.

04

Perda de força da bexiga

O músculo que trabalhou demais por tempo demais pode perder a capacidade de contrair, quadro chamado de descompensação do detrusor. Essa perda pode ser definitiva, mesmo depois que a obstrução for removida.

05

Comprometimento dos rins

Quando a pressão sobe do trato urinário até os rins (hidronefrose), o quadro deixa de ser apenas urinário e passa a ser renal.

Nem todo homem com próstata aumentada evolui para esses quadros, e não existe forma de prever, apenas pelo sintoma, quem vai evoluir. É exatamente para isso que serve a avaliação urológica: medir o quanto a bexiga já foi exigida e decidir a partir disso, não a partir do susto.

Ver como o
tratamento evoluiu
A evolução

Da medicação ao MiLEP: 130 anos de evolução, em quatro partes.

A diferença entre os tratamentos cabe em uma laranja. O adenoma que obstrui é o miolo. A cápsula da próstata é a casca. O que muda, de um tratamento para o outro, é quanto do miolo sai. É essa a imagem que o Dr. Felipe usa para explicar a escolha aos pacientes e em aula.

Parte 1 · Tratar o sintoma

Os remédios paliativos.

Paliativo, aqui, é um termo técnico e não uma crítica: o medicamento não mexe na laranja. Ele relaxa a musculatura ou reduz parte do volume para que a urina passe melhor. Para muitos homens é a conduta correta, e é o primeiro passo previsto nas diretrizes. O limite aparece com o tempo: enquanto o remédio segura o sintoma, a obstrução continua no lugar e a bexiga continua trabalhando contra ela.

01

Medicação

Alfabloqueadores relaxam a musculatura para facilitar a passagem da urina. Inibidores da 5-alfa-redutase podem reduzir parte do volume da próstata.

Onde paraNenhum dos dois remove o adenoma. O tratamento alivia o sintoma e precisa ser mantido de forma contínua, enquanto a obstrução permanece e a bexiga segue exigida.

Parte 2 · Tratamentos paliativos

Abrir um caminho pelo miolo.

Aqui se abre um túnel através do adenoma, ou empurra-se o adenoma para o lado. Passa urina, mas o miolo continua na laranja. Foi assim que a cirurgia da próstata funcionou durante quase um século: a RTU, a “raspagem”, foi descrita por Stern em 1926 e segue sendo uma técnica consolidada. Todos esses procedimentos têm indicação real e resolvem bem o problema de determinados pacientes. O que muda entre eles é onde cada um para.

02

RTU / TURP · Stern, 1926

Remove parte do tecido obstrutivo por via endoscópica, com uma alça elétrica. Técnica consolidada há quase cem anos.

Onde paraSão quatro limites conhecidos, os mesmos que o Dr. Felipe apresenta em aula: indicação mais restrita acima de 80 g, pelo risco de absorção do líquido de irrigação; sangramento, com possibilidade de transfusão; durabilidade, porque o adenoma que ficou pode voltar a crescer e levar a uma reoperação anos depois; e trauma da uretra, que pode evoluir para estenose.

03

UroLift

Afasta os lobos prostáticos com implantes permanentes, sem cortar nem retirar tecido.

Onde paraNada é removido. Todo o adenoma continua na próstata, apenas deslocado para os lados. Como a causa da obstrução permanece, parte dos pacientes precisa de um novo procedimento ao longo dos anos. Indicado em próstatas de menor volume e em casos selecionados.

04

Rezum

Injeta vapor de água para destruir parte do tecido prostático, que o corpo reabsorve depois.

Onde paraO alívio não é imediato. O resultado leva semanas para aparecer, os sintomas podem piorar nesse intervalo e costuma ser preciso usar sonda nos primeiros dias. Ao final, parte do adenoma continua no lugar.

Parte 3 · Tratamentos curativos

Tirar o miolo inteiro: a enucleação.

Curativo, aqui, tem o mesmo sentido técnico de paliativo, e também não é promessa de cura: é a diferença entre remover a causa da obstrução e contorná-la. Enuclear é separar o adenoma inteiro da cápsula e retirá-lo. Freyer fez isso pela primeira vez em 1894, com cirurgia aberta. Em 1998, Peter Gilling mostrou que dava para fazer o mesmo por dentro, pela uretra, com laser de hólmio, sem incisão: nascia o HoLEP. No fim da cirurgia, o que se vê pelo endoscópio é a casca da laranja.

Parte 4 · O que sobrou

O problema não era mais o tecido. Era o calibre.

Resolvida a durabilidade, restou o trauma. O instrumento entra e sai pela uretra, e a camisa perfurada, com os degraus entre as peças, raspa o canal na passagem. Dr. Felipe dá um nome a isso em suas aulas: grater effect, o efeito ralador. É uma das causas da estenose de uretra.

Na RTU não havia como diminuir o instrumento. A alça de ressecção precisa de espaço, e uma camisa de 26 Ch já trabalha com uma alça de 24 Ch: encolher a camisa significa encolher a alça, e a eficiência da cirurgia cai junto. Com o laser, a conta muda. A fibra tem 550 micrômetros, pouco mais de meio milímetro, e ocupa menos de 1% da área da camisa. Ela não impõe tamanho nenhum ao instrumento. Foi essa constatação que abriu caminho para 22 Ch e, depois, para 18,5 Ch.

Escrita em Ch, a diferença parece pequena. Ela não é.

A área de um círculo cresce com o quadrado do diâmetro. Por isso, sair de 26 Ch para 18,5 Ch não reduz 29% do instrumento que atravessa a uretra: reduz quase metade da sua área de secção. O endoscópio padrão tem praticamente o dobro da área do Ultra Slim.

Endoscópio padrão
26 Ch 8,7 mm de diâmetro 59 mm²área de referência
MiLEP Slim
22 Ch 7,3 mm de diâmetro 28% menos área42 mm² de secção
MiLEP Ultra Slim
18,5 Ch 6,2 mm de diâmetro 49% menos área30 mm² de secção

Círculos em escala. Valores geométricos calculados pela escala Charrière (1 Ch = 1/3 mm de diâmetro), a partir dos calibres publicados dos instrumentos. Os instrumentos de menor calibre foram desenvolvidos com o objetivo de reduzir o trauma uretral; a área menor é uma medida do instrumento, não uma medida de resultado clínico, que depende de cada caso e é avaliado na consulta.

Os instrumentos MiLEP foram desenvolvidos com a RZ Medizintechnik e são catalogados como HoLEP Set according to Dr. Felipe Figueiredo. Além do calibre, trocaram os furos grandes da camisa por furos menores e ganharam um obturador que encaixa direto na camisa externa, em uma etapa só: menos passagens pela uretra e sem o efeito ralador. A técnica de enucleação em si é a mesma do HoLEP, e todo paciente indicado para o HoLEP também é candidato ao MiLEP.

A escolha entre as opções acima depende da avaliação de cada caso. Nenhuma delas substitui a consulta médica.

A técnica

O que são o HoLEP e o MiLEP.

Como qualquer procedimento cirúrgico, envolvem riscos e possíveis complicações, discutidos individualmente na consulta. Nenhum resultado é prometido ou garantido.

Avaliação individual Evidência científica Instrumentos de menor calibre Acompanhamento contínuo

HoLEP

Enucleação Endoscópica da Próstata com Laser de Hólmio: remoção completa do adenoma prostático por via endoscópica, pela uretra, sem incisão abdominal. Recomendado pelas diretrizes EAU, AUA e NICE, com nível 1 de evidência científica.

Qualquer tamanho de próstataVia endoscópicaNível 1 de evidência
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Diagrama técnico do HoLEP DIAGRAMA — anatomia e acesso endoscópico do HoLEPilustração técnica · /assets/img/diagrama-holep.jpg

MiLEP

Minimally Invasive Laser Enucleation of the Prostate: evolução do HoLEP descrita pelo Dr. Felipe Figueiredo em 2022, com os instrumentos Slim (22 Ch) e Ultra Slim (18,5 Ch), desenvolvidos com a RZ Medizintechnik (Alemanha), reduzindo o trauma uretral.

Descrito em 2022Slim 22 ChUltra Slim 18,5 ChParceria RZ Medizintechnik
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Diagrama técnico do MiLEP DIAGRAMA — instrumentos MiLEP de menor calibreilustração técnica · /assets/img/diagrama-milep.jpg
Perguntar se é
indicado pro meu caso
Origem e prova

Uma técnica documentada, não apenas anunciada.

Primeira página do artigo original do MiLEP'22

Publicação original do MiLEP

Figueiredo FCA, Teloken PE. Urology Video Journal 14 (2022) 100146 — DOI 10.1016/j.urolvj.2022.100146.

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Capa do catálogo técnico MiLEP da RZ MedizintechnikRZ

Catálogo técnico — RZ Medizintechnik

Parceria tecnológica alemã para o sistema de instrumentos MiLEP.

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Vídeo Medical TV sobre o MiLEP

Entrevistas — Medical TV

Explicações em vídeo sobre a técnica e a parceria com a RZ.

Assistir →
Dr. Felipe Figueiredo FOTO — Dr. Feliperetrato profissional, 1000×1250px
arquivo: /assets/img/dr-felipe-retrato.jpg
Sobre o médico

Dez anos dedicados à próstata aumentada.

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2003, com residência em Urologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) entre 2006 e 2009, com foco em litíase urinária e hiperplasia prostática benigna.

+3.000 procedimentos HoLEP/MiLEP realizados até junho de 2026
2022 — descreve o MiLEP em parceria com a RZ Medizintechnik
Desde 2017 — cerca de 10 congressos de endourologia por ano, no Brasil e no exterior, como palestrante e cirurgião convidado (Polônia, Itália, Áustria, Argentina, Chile, entre outros)
Hospital Pompéia — Centro de Excelência Quanta Systems, Caxias do Sul/RS
Ver perfil completo →
Formação e carreira
2003

Graduação em Medicina

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

2006 – 2009

Residência em Urologia

Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), foco em litíase urinária e HPB

A partir de 2016

Programa HoLEP autofinanciado

Início de dez anos de dedicação ao desenvolvimento do programa no Brasil

A partir de 2017

Congressos de endourologia

Cerca de 10 por ano, no Brasil e no exterior, como palestrante e cirurgião convidado

2022

MiLEP descrito

Publicação original e parceria tecnológica com a RZ Medizintechnik

Jun. 2026

Marca de 3.000 procedimentos

HoLEP e MiLEP combinados, ao longo de dez anos de programa

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Avaliação

Como funciona a avaliação com a equipe.

Olá! Gostaria de entender melhor os sintomas que estou sentindo.10:14
Claro, vamos te orientar sobre os exames e agendar a consulta com o Dr. Felipe.10:15
Moro em outra cidade, é possível o tratamento mesmo assim?10:16
Sim. Organizamos exames, consulta e toda a logística para pacientes de fora de Caxias do Sul.10:16

Contato com a equipe → orientação documental → consulta → análise individual → discussão de alternativas → definição da conduta → acompanhamento.

Pacientes de outras cidades

Atendimento para quem vem de fora de Caxias do Sul.

A equipe organiza exames, hospital e acompanhante para que a distância não seja um obstáculo à avaliação.

24h

Tempo médio de internação após o procedimento

<24h

Tempo médio de uso de sonda

1

Ponto de contato: a equipe organiza exames, hospital e acompanhante

RS

Hospital Pompéia, Caxias do Sul/RS

Hospital Pompéia - fachadaFachada
Centro cirúrgicoCentro cirúrgico
Plataforma Quanta SystemsQuanta Systems
ConsultórioConsultório
Certificado Quanta System Center of ExcellenceReconhecimento Quanta
Dr. Felipe com a plataforma Quanta System Cyber HoLaser Quanta System
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Entender o problema é o primeiro passo do tratamento.

Dúvidas frequentes

Perguntas comuns sobre a próstata aumentada e o HoLEP.

O que pode acontecer se a próstata aumentada não for tratada?
A obstrução prolongada pode levar a retenção urinária, infecções urinárias de repetição, cálculos na bexiga, perda de força do músculo da bexiga (descompensação do detrusor) e, em casos mais avançados, comprometimento dos rins. Nem todo paciente evolui assim e não é possível prever, apenas pelo sintoma, quem vai evoluir. A avaliação urológica existe justamente para medir o quanto a bexiga já foi exigida.
HoLEP causa incontinência urinária?
Pode ocorrer incontinência transitória após o procedimento; a persistente é menos comum. O risco individual depende de fatores clínicos e cirúrgicos e deve ser discutido na avaliação.
O HoLEP afeta a ejaculação?
A ejaculação retrógrada pode ocorrer, já que o procedimento remove o tecido prostático ao redor da uretra. É um efeito esperado da técnica, não uma complicação, e deve ser conversado antes da cirurgia.
Quanto tempo fico com sonda e internado?
No perfil de pacientes tratados, o tempo médio de sonda é inferior a 24 horas e a internação costuma durar cerca de 24 horas, variando conforme cada caso.
O HoLEP serve para próstatas de qualquer tamanho?
Sim. Ao contrário de algumas alternativas, o HoLEP é indicado independentemente do tamanho da próstata, incluindo casos bastante aumentados.
Posso fazer HoLEP se uso anticoagulante?
O HoLEP é considerado uma opção mais segura para pacientes em uso de anticoagulantes, dado seu perfil de sangramento controlado, mas a indicação final depende sempre da avaliação individual.

Ainda com dúvidas? Fale com a equipe →